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Como se divertir com o golpe do falso sequestro

Eu não entendo como é que alguém ainda pode cair nesse golpe do falso seqüestro. O enredo pode mudar um pouco, mas a história é sempre a mesma: alguém te liga, geralmente a cobrar, diz que algum parente seu está seqüestrado, e dá início a uma série de ameaças, pressões e insultos. Termina com algum tipo de extorsão.

 

Admito apenas uma desculpa plausível para alguém cair nessa lorota: a desinformação. Quando a pessoa não sabe nem o que é falso seqüestro, nunca viu nada na TV sobre isso, não leu nada em nenhum blog, ou não conhece ninguém que tenha passado por isso, tudo bem. A Mary Allegretti por exemplo, é antropóloga e trabalha lá nos confins da Floresta Amazônica. Ela passa.

 

Porém, qual a desculpa hoje para alguém que sabe que existe o golpe? O indíviduo está cansado de ver na TV, nos blogs, nos jornais, nas revistas, todo o modus operandi dos bandidos e como fazer pra evitar. Até o dia que recebe a famigerada ligação (sou doido para receber uma dessas). Nessa hora a emoção toma conta da razão, ou melhor, a razão deixa de existir, e cai nesse golpe mais do que manjado.

 

Graças a Deus que tem um monte de gente que já está imune a isso. Graças a informação. Eles sabem o que é, como evitar e como enfrentar a situação. O Philipe passou por isso esses dias e sem querer fez tudo certinho (inclusive disponibilizou o aúdio do “disque-sequestro”).

 

Meu pai já passou por isso. Quando contei a história aqui, também dei dicas de como evitar, como enfrentar, e o que fazer depois de um falso seqüestro. Mas isso já está tão banalizado, que já não vale mais ficar ensinando como lidar com isso.

 

A onda agora é se divertir com o episódio. Aprenda agora como tranformar uma situação horrível – o seqüestro de um parente – numa tensa divertida história para contar para os amigos. Humor negro total!

 

Ligue o desconfiômetro

Antes, ponha na cabeça o seguinte: você não ganhou uma casa em Fernando de Noronha ou uma Ferrari sem nunca ter participado de promoção para isso. Bombeiros não ligam para sua casa para avisar que seu parente se acidentou. E operadoras de celular não ligam para você desligar o aparelho por alguns minutos. Antes de se desesperar, desconfie!   =============================================================================================
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Não diga o nome da suposta vítima

Você já sabe o modus operandi. Na maioria das vezes é ligação a cobrar. Voz desesperada pedindo ajuda. Não saia falando o nome do fulano-que-você-acha-quem-é. Se você disser “Jão! É você meu fio?! Ai meu Deus Jão, que tá acontecendo?”, pronto, eles saberão que você tem um filho, que se chama João e você ama muito. Isso é uma técnica chamada “leitura fria”, usarão isso o tempo todo contra você. Então, nunca diga o nome da pessoa que supostamente esta seqüestrada! Fique calado ou então pergunte quem é.

 

É agora, sarcasmo total!

Depois da voz desesperada, vai entrar em cena o “sequestrador”. Vão começar as ameaças, pressões e insultos. Para descobrir a veracidade das informações surpreenda o bandido. Ele está esperando que você se desespere e faça tudo o que ele mandar. Em vez disso diga algo do tipo: Seqüestro? Não obrigado, já temos, fica pra outro dia. (desligue). Ou então o curto e grosso Mata ele(a)! Daí em diante dá para zuar muito.

 

As possibilidades são inúmeras. Você pode buscar inspiração no Argemiro ou no Pedro Américo. Atualização: essa aqui do Lembrança Eterna é demais! Vá direto ao último parágrafo. Dica do João Magalhães.


Resumindo, não faça igual a Dona Neuza, cuja estupidez é digna de pena. Faça igual ao meu pai, cujo perpiscácia é digna de orgulho!


Mas se as ligações forem muito frequentes, seus problemas acabaram! Chegou o Personal Sequestro Caô Respondator Tabajara! A maneira mais prática e moderna de escapar do golpe do falso sequestro por telefone!

 

Fonte: Diário de um PM



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