Dicas de saúde e beleza: Calvície feminina (Alopécia Androgênica)
A calvície, ao contrário do que se pensa, não é um problema só dos homens.
A queda acentuada de cabelos entre mulheres é muito mais comum do que se imagina e quando acontece, pode ser causa de grande ansiedade e sofrimento emocional. Os cabelos tem grande importância na estética feminina e a diminuição ou perda deles traz enorme significado em relação à autoestima sendo motivo frequente de busca de tratamento. Além de sofrer com a situação estética em si, ainda enfrenta o preconceito social, já que a calvície é socialmente aceita nos homens, mas não nas mulheres.
A alopécia androgênica (calvície) é uma manifestação fisiológica que atinge principalmente os homens, mas que também pode afetar as mulheres. Ocorre devido à uma herança genética e o histórico de calvície pode vir tanto do lado da mãe como do pai.
Pesquisas indicam que uma entre cada cinco mulheres pode vir a apresentar calvície. O que muitas pessoas não sabem é que, na calvície, não há só queda acentuada de cabelos mas, principalmente, a não reposição deles.
O processo acontece devido a ação de uma enzima sobre o hormônio testosterona (a mulher também apresenta este tipo de hormônio, porém em menor quantidade que o homem) resultando na dihidrotestosterona. Este último age sobre os folículos pilosos, provocando o seu afinamento e miniaturização.
Outras causas, como anemia ou alterações na tireoide, podem provocar a queda dos cabelos nas mulheres, porém a manifestação ocorre de forma diferente, também provocando diminuição dos cabelos mas sem o afinamento característico da alopécia androgênica.
A perda dos cabelos geralmente se inicia após a puberdade, quando os hormônios sexuais começam a ser produzidos. Perdemos naturalmente de 70 a 100 fios diariamente. A evolução é lenta e o mais comum é ocorrer uma rarefação difusa dos cabelos, que se tornam finos e tem seu tamanho diminuído. Dificilmente a mulher chega a ficar careca, mas isso pode acontecer em casos de maior intensidade e em mulheres de idade mais avançada. O quadro pode se tornar mais intenso se a mulher apresentar alterações hormonais, como a síndrome do ovário policístico ou o hirsutismo. Em algumas mulheres, a alopécia androgênica só começa a se manifestar após a menopausa, quando ocorre uma diminuição da produção dos hormônios femininos.
Tratamento
A calvície feminina pode ser tratada e o principal resultado é o resgate da autoestima. O tratamento visa evitar a ação hormonal sobre os folículos, revertendo o processo de afinamento e miniaturização e é feito com o uso de anti-andrógenos (combatem a ação dos androgênios: hormônios masculinos). Podem ser utilizados por via oral ou sob a forma de loções aplicadas no couro cabeludo. A finasterida, medicamento utilizado com sucesso no tratamento dos homens, não é indicada para o tratamento de mulheres, mas outros produtos podem obter resultados semelhantes.
Além disso é feito o estímulo ao crescimento dos cabelos, com suplementação vitamínica e substâncias de uso local.
O tratamento é contínuo e os resultados podem demorar um pouco a aparecer, devendo-se ter paciência e perseverança. Muitas vezes é necessária a troca do medicamento até que se obtenha o melhor resultado. Se o tratamento for interrompido, o processo se reinicia e a queda voltará a acontecer.
Pode ser necessária uma avaliação hormonal e a realização de exames que excluam outras causas da queda dos cabelos, como o eflúvio telógeno e a alopécia areata. A indicação do melhor tratamento depende de cada caso e deve ser avaliada criteriosamente.


Estou com esse problema. Foi desesperador e vergonhoso pra mim. Marquei uma consulta na Master Health. Espero que dê tudo certo. Adorei o texto. Parabéns.